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24/10/2017

Com comércio de eletrônicos, Amazon finca os pés no Brasil

São Paulo - O setor de marketplaces, que vem crescendo 25% ao ano, ganha hoje mais um player de peso. A Amazon, que já operava com esse tipo de plataforma na venda de livros, coloca agora os dois pés no Brasil e inicia o comércio de eletrônicos, novos e usados, acirrando a briga com grupos como Magazine Luiza, Mercado Livre e OLX.

"Lançamos a plataforma com 110 mil itens, o que é extremamente importante, pois gostamos dessa cauda longa. Daqui para frente, para os itens mais vendidos no Brasil, queremos um número grande de vendedores para cada item", contou o presidente da Amazon Brasil, Alex Szapiro.

Para se destacar da concorrência a tarefa da Amazon não será fácil. Com gigantes do varejo no ramo, como Magazine Luiza, Mercado Livre e OLX, a norte-americana entra no Brasil com estratégias especificas para atrair vendedores para a plataforma, e consumidores interessados em ofertas mais agressivas.

A primeira delas é um conceito chamado de preço dinâmico. O sistema permite que o vendedor altera o preço da oferta de modo mais simples, sendo notificado cada vez que outro comerciante oferecer o mesmo produto com um preço menor. "Por exemplo, eu sou um vendedor e quero colocar uma regra para um celular especifico. Assim, toda vez que tiver um concorrente meu, para eu ganhar o 'buy box' - que é como chamamos a oferta principal -, eu coloco o menor preço possível menos 3%", exemplificou o executivo em entrevista ao DCI.

Assim, a Amazon organiza as regras de precificação para o vendedor, que pode gerenciar como quiser. "Dessa maneira, por uma determinada quantidade de horas ou dias, o varejista conseguirá colocar seu produto com 3% do valor abaixo da oferta mais acessível para o consumidor, garantindo maior visibilidade para sua oferta e produto", prossegue.

Comissão

A outra iniciativa diz respeito à gestão do frete. Com a ferramenta da Amazon o vendedor poderá limitar a oferta dele para determinadas regiões, estados e até cidades, de modo a trazer um frete mais competitivo em locais onde já atua.

Outro diferencial da plataforma será o fee, taxa que o vendedor paga ao marketplace por transação realizada dentro do site. "A gente sai com um fee promocional de 10%, mas mais que isso, estamos simplificando a maneira como o vendedor pode lidar com o fee. Em algumas empresas, há uma correlação entre a taxa e o financiamento que o vendedor escolhe para o consumidor final. Para nós não importa o financiamento. Ou seja, o máximo é em 10 vezes sem juros, e o fee é o mesmo", disse. Com essa dinâmica, comenta Szapiro, a expectativa é atrair cada vez mais vendedores. "Acreditamos que se você der bons serviços para o vendedor cria-se um reflexo muito grande para o comprador, que terá a sua disposição mais ofertas, mais serviços e mais qualidade", explica, ressaltando que, ao final da compra, o consumidor vai sentir que fez um bom negócio e será fidelizado.

Fonte: DCI São Paulo



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