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08/12/2016

Indústria eletroeletrônica reúne esforços para retomada em 2017

Apesar de ligeira melhora nestes últimos meses, Abinee prevê que faturamento caia 30% no ano

 

Com uma queda no faturamento estimada em 30% para este ano, a indústria elétrica e eletrônica de Minas Gerais já deixou 2016 para trás e agora aposta todas as suas fichas em um início de retomada da atividade para 2017. Diretor regional em Minas Gerais da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e vice-presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sinaees-MG), Alexandre Magno d'Assunção reconhece que até houve uma ligeira melhora nesta reta final do ano frente a igual período em 2015, mas nada suficiente para justificar o começo de uma reação do setor.

Assunção destaca que a indústria eletroeletrônica do Estado conseguiu sobreviver "a duras penas" em 2016. Muitas fábricas fecharam as portas, houve redução de 11,5% nos postos de trabalho no setor em Minas e as exportações caíram, tudo reflexo da crise econômica que ainda persiste sobre o País.

Dados divulgados ontem pela Abinee mostram que, de janeiro a outubro deste ano, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos no País somou US$ 16,43 bilhões. O baixo nível da atividade é reflexo do recuo tanto das importações como das exportações. Nos dez primeiros meses de 2016, as vendas do setor para o mercado externo foram 3,2% inferiores na comparação com o mesmo período do ano passado, fechando em US$ 4,66 bilhões. Enquanto isso, as importações tiveram queda de 23,7% em igual intervalo e somaram US$ 21,1 bilhões.

Perspectiva - Para 2017, porém, a perspectiva pela consolidação de uma estabilidade política e pela melhora de indicadores como inflação e taxa de juros dão à indústria eletroeletrônica maior confiança na recuperação.

"Esses fatores trazem as condições para que tenhamos uma injeção de capital externo no País e, consequentemente, possamos fazer investimentos e alavancar o setor no Brasil. Estamos apostando nisso. Acreditamos que 2017 será o ano da recuperação, do início de um processo longo e doloroso de recuperação", pondera Assunção.

Apesar do otimismo, o diretor regional da Abinee em Minas acredita que o desemprego deve continuar assombrando os brasileiros no próximo ano. Para Assunção, a estimativa do setor eletroeletrônico é de que, em 2017, o indicador se deteriore um pouco mais, antes de começar efetivamente a melhorar, o que deve ficar para 2018.

"Temos que tratar com responsabilidade as reformas fiscal e trabalhista. Enquanto isso não for feito, o crescimento do nosso País não vai acontecer da forma que poderia. Também não podemos ficar dependentes de taxa cambial para vender, temos de ser competitivos, com uma política interna que nos favoreça dentro e fora. Isso é primordial", pondera.

 

Fonte: Diário do Comércio de Minas



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