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27/10/2014

O uso do RFID aplicado em Sistemas de Controle de patrimônio

Por Orlando Oda 

Muitas pessoas aderem ao modismo da nova tecnologia levado pela ideia de que é só trocar a etiqueta de código de barras por outra etiqueta com chip RFID. Não se trata de simples troca uma etiqueta por outra. É necessário conhecer tecnicamente o seu funcionamento, as suas limitações, redesenhar o processo, desenvolver softwares e investir em infraestrutura para evitar falhas na captura.

Quais são as vantagens do uso do RFID (Radio-frequency identification) no controle de patrimônio? Para nos beneficiarmos das grandes vantagens do RFID para controle de patrimônio, precisamos entender como funciona cada componente do sistema, que são as chaves para o êxito do processo de controle. O Sistema Controle de Patrimônio RFID é composto de:

1) tag ou etiqueta RFID fixada nos bens.

2) Antena fixa ou móvel (coletor de dados móvel com antena RFID) para a captura RFID.

3) Sistema de controle patrimonial, integrado com as antenas e software de inventário.

4) Software de inventário patrimonial com coletor de dados móvel com leitora RFID.

Tag ou etiqueta RFID

Primeira tarefa é identificar todos os ativos de TI, micros, máquinas, equipamentos, ferramentas, móveis e utensílios com as etiquetas RFID. A diferença com a etiqueta de código de barras é que a tag tem um chip encapsulado com número do patrimônio gravado. Significa que sua leitura só será possível se possuir uma antena (leitora) móvel ou fixa.

Para a eventualidade de ter que ler o número de patrimônio RFID sem a antena, é necessário ter a impressão na superfície da tag RFID do número do patrimônio e ou o seu código de barras.

A tag RFID para controle de ativo pode ser do tipo passiva, ou seja, sem a bateria interna, que responde ao sinal emitido pela antena, enviando de volta o número do bem.

A distância de leitura depende de fatores físicos; superfície onde está fixada a etiqueta e a posição ou ângulo da antena em relação à tag. Obstáculo entre a etiqueta e o leitor, tais como: líquido, metal, madeira, corpo humano, entre outros, podem criar pontos cegos de leitura RF, ou seja, local onde não há alcance da onda de rádio frequência.

O campo magnético do item onde será fixada a tag pode diminuir a distância de leitura. Para garantir uma boa distância de captura, será necessário encapsular o chip com materiais específicos, na prática significa custos e necessidade de utilizar tags diferentes por superfície: metálicas e não metálicas tais como madeira, plástico, tecido, entre outros.

Antena fixa ou móvel para a captura (leitura) da tag RFID

O que faz a leitura da tag RFID é uma antena fixa ou coletor de dados móvel com antena (leitora) RFID. A antena emite o sinal de rádio que ativa a tag RFID, que responde ao sinal com envio do número de patrimônio que está gravado no chip da etiqueta.

Diferente da leitora de código de barras que faz uma única leitura por vez, a antena RFID faz a leitura de várias etiquetas simultaneamente. Além disso, a leitura é repetida várias vezes. Porém a antena necessita de uma inteligência para tratar uma etiqueta uma só vez e uma por vez.

Sistema de controle patrimonial com tag RFID

Para cadastrar todos os itens de forma detalhada com descrição, marca, modelo, número de série, entre outras, é necessário o uso de um software, que por vez classifica os itens por unidade, conta contábil, centro de custo e localização. Bem como atualizar e registrar as movimentações de aquisições, retorno e saídas de itens para empréstimos, operações externas, reformas e consertos, locações.

O sistema deve atender as necessidades contábeis e fiscais como cálculo da depreciação fiscal e contábil (vida útil econômica), Lei 11638, 12.973, CPC e IRPJ. Além disso, deve controlar os créditos de impostos sobre o ativo: CIAP – controle de crédito do ICMS/PIS-Cofins, e manter os valores dos bens atualizado para atender o Seguro, Garantia bancária, Financiamento, entre muitos outros.

Deve possuir interface para Exportação de dos dados para o coletor de dados móvel e atualização automática dos dados coletados (importação da base coletada) no sistema.

Software de inventário patrimonial com leitora móvel RFID

Utilizado para realizar a auditoria do imobilizado de uma fábrica, filial ou departamento com coletores de dados móvel com antena (leitora) RFID. Emissão de relatório com termo de responsabilidade, lista de bens não encontrados, bens incluídos, bens atualizados, etc.

O software precisa estar preparado para tratar a leitura simultânea de várias etiquetas e repetição de leitura do mesmo número de patrimônio várias vezes. Pode também captar etiquetas distantes, ou seja, do departamento ao lado, por isso há a necessidade de limitar a distância de leitura colocando barreiras ou regulando a leitora para captar RF a uma distância controlada.

Todos os componentes são fundamentais para garantir o êxito, evitar falhas, agilizar e assegurar a gestão do patrimonial. Sem dúvida é a grande evolução do sistema de controle de ativos, porém precisa ser planejada e executada seguindo os parâmetros técnicos.

 

Fonte:  Assessoria de Comunicação do Grupo AfixCode



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