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11/06/2013

Cresce número de operações financeiras feitas por celular

O uso de celulares para realizar transações bancárias tem aumentado nos últimos anos. Pesquisa organizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou que 6 milhões de brasileiros já utilizam esse tipo de serviço, o que representa 2,3% de toda a movimentação do sistema bancário. Em 2008, a participação desse canal nas operações bancárias era praticamente nulo, representando apenas 0,04%.

Em alguns bancos, esse tipo de operação tem um percentual ainda maior no total de transações realizadas. É o caso do Bradesco no qual 8,4% das transações são feitas por meio de aparelhos móveis. No Itaú Unibanco o total de downloads do aplicativo que permite a realização de movimentações bancárias pelo celular passou de 1,1 milhão em março do ano passado para 3,9 milhões no mesmo mês de 2013.

Um dos serviços oferecidos pelos bancos é o de tomada de crédito, especialmente o pré-aprovado. Nesse segmento, o Bradesco afirmou ter concedido R$ 12 milhões em crédito até março de 2013 com um ticket médio de R$ 800. O Banco do Brasil, que contabiliza junto os créditos concedidos pela Internet e por meio de celular, afirmou que contratou R$ 3,8 bilhões em 2012 por meio desses canais, enquanto em 2011 o valor foi de R$ 2,9 bilhões.

A utilização de agências e caixas eletrônicos já não é principal opção mais escolhida pelos clientes dos bancos no Brasil. Pesquisa da Febraban mostrou que, em 2012, pela primeira vez, a utilização de meios digitais superou o de canais tradicionais. Internet Banking e mobile banking (celular) responderam por 42% das transações realizadas, enquanto a movimentação de agências, caixas eletrônicos e por meio do telefone representaram 41% do total de transações durante todo o ano passado.

Outro segmento que tem crescido é o de pagamento com leitores de cartões de crédito para smartphone. A PagPop foi fundada em 2006, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Em abril deste ano a empresa possuía 32 mil clientes, e planeja chegar a 300 mil nos próximos três anos. O principal público são os profissionais autônomos, como taxistas, dentistas, cabelereiras.

"Ainda há muito espaço de desenvolvimento desse negócio no Brasil, pois o brasileiro utiliza cada vez mais o cartão de crédito e menos dinheiro vivo. O nosso desafio agora é conseguir captar os profissionais que ainda não oferecem essa forma de pagamento e mostrar as nossas alternativas para eles", afirmou o CEO da empresa, Márcio Campos.

Do total de clientes, 95% são profissionais autônomos ou liberais que usam o sistema de pagamento online (via smartphone, telefone fixa ou internet) como uma das principais opções de pagamento para seus clientes. O faturamento total companhia no ano passado foi de R$1,5 milhão.

Outra empresa do ramo é a PagCom que entrou no mercado em janeiro de 2013 e já conta com uma base de 5,8 mil clientes cadastrados. O perfil do cliente também é em sua maioria formado por profissionais liberais que buscam alternativas de meios de pagamento para oferecer para os seus clientes.

O crescimento do setor motivou o governo a elaborar uma medida provisória, editada em maio, que prevê normas básicas sobre utilização de celular como meio de pagamento. A MP foi elaborada em conjunto pelos ministérios das Comunicações, da Fazenda e pelo Banco Central. Essa medida abre caminho para que as grandes empresas de telecomunicação entrem no mercado.

O governo estima que até 2017, cerca de 50% dos usuários de telefonia móvel irão utilizar o celular para realizar pagamentos, transferências, entre outras operações bancárias. A proposta foi encaminhada para o Conselho Monetário Nacional (CMN) que tem até seis meses para dar sinal verde para a proposta.

"Estamos criando algo novo, a conta eletrônica. Hoje foram lançadas as bases para o desenvolvimento da conta eletrônica", disse o diretor do Banco Central, Aldo Mendes, durante explicação sobre a nova forma de pagamento a ser regulamentada no país.

"A regulamentação é boa para nós e para o mercado, pois dá uma segurança muito maior para os investidores e clientes de que o negócio é seguro para todos", disse Márcio Campos.

Um dos fundadores da PagCom, Gabriel Abdalla, também acredita que a medida impulsionará o mercado. "Ainda precisamos ver o texto final, mas consideramos a proposta de regulamentação apresentada pelo BC, ótima, pois dá uma segurança que permite uma expansão dos negócios", afirmou.



Veículo: DCI

 



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