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20/03/2013

Identificação inteligente de roupas e acessórios


A tecnologia precisa ser mostrada para ser bem entendida e disseminada. Esse é o propósito do showroom inaugurado no shopping Mega Polo Moda, no Brás, em São Paulo, que simula uma loja de roupas totalmente integrada a sistemas de identificação por radiofrequência: o RFID. Os softwares, portais, leitores e etiquetas inteligentes classificam e identificam uma a uma as peças expostas: camisetas básicas, regatas masculinas e femininas, bolsas, bonés e sapatos e mostram ao varejista como é na prática a utilização da tecnologia, seja para rastrear a mercadoria, gerenciar as vendas no atacado e no varejo, localizar estoques em tempo real, fazer inventários, conferir mercadorias e impedir perdas.


A iniciativa da loja do futuro é do grupo CCRR – um dos maiores fabricantes de autoadesivos e etiquetas para automação, e conta com a parceria de outros oito fornecedores de coletores e leitores de dados, software, impressoras e antenas, além do apoio do GS1 Brasil, responsável pela padronização de processos de logística. A escolha de uma loja de roupas para simular esse cenário tecnológico é ideal porque a confecção é um segmento de alto valor agregado e possui uma grade diversificada de cores, tamanhos e modelos diferenciados, mais complicada de ser rastreada. No showroom, fabricantes, atacadistas e varejistas estão em contato direto com a RFID – a identificação que usa ondas eletromagnéticas para transmitir dados armazenados em um microchip.


O presidente do grupo CCRR, Valdir Gaspar, diz que está investindo em RFID porque acredita "que ela deve revolucionar o mundo da etiqueta de papel, filmes plásticos e rótulos em geral, com vantagens em relação ao código de barras e derivações". Embora esse sistema ainda deva conviver por muito tempo com o código de barras ou outros métodos de identificação. "Em alguns segmentos faz sentido substituir os códigos de barras por RFID, mas na maioria dos casos o que funciona mesmo é agregar os dois sistemas", avalia Gaspar. Por apostar na nova tecnologia, a CCRR inaugura, em abril, no Paraná, uma unidade dedicada só à RFID onde serão investidos R$ 100 milhões. Sergio Gambim, analista de projeto da empresa, explica que ali serão feitos os inlays das etiquetas, ou seja, a junção entre os chips RFID e as minúsculas antenas (embutidas e que podem ser de alumínio, cobre ou outro material) numa única peça. Os clientes serão fabricantes de etiquetas que precisem incorporar a tecnologia a elas, ou empresas que vendam os pacotes completos de RFID.

Wagner Bernardes, diretor executivo da Seal, especializada em soluções de código de barras, coletores e etiquetas eletrônicas, observa que a identificação por radiofrequência está se tornando realidade no País. "Cada vez mais empresas estão apoiando essa tecnologia porque os resultados estão justificando os investimentos. Já existem fabricantes de tags no Brasil, o que viabiliza a adoção e reduz custos". Há alguns anos, essas tags com RFID eram caras (acima de um dólar), agora custam centavos.

O desafio da confecção é a grade de cores, tamanhos e modelos diferenciados. Logística e armazenagem, depósitos do varejo, processos produtivos de indústria e lojas de confecções são os segmentos onde a tecnologia pode ser melhor aproveitada. Cases de sucesso – Dois casos de sucesso no varejo de moda e com vários tipos de sistemas inteligentes integrados ao RFID são conhecidos no País. Um deles é o da marca de surfwear Billabong, no Shopping Iguatemi Alphaville, cuja loja possui 15 tipos de tecnologias de ponta – do backoffice ao check out.

O modelo de loja da Billabong está sendo exportado para outras unidades da marca em São Paulo e na Austrália.
O outro exemplo é o da Memove, rede de moda que há um ano utiliza a identificação e rastreabilidade de produtos por RFID, desde o processo produtivo até a ponta do caixa, em seis lojas –quatro em São Paulo e outras duas em Recife e em Campo Grande. O RFID Journal, publicação especializada, relata que nos Estados Unidos as redes Walmart, JCPenney, Dillard´s, Target e Macy´s oferecem coleções de roupas masculinas e femininas com a identificação unitária, via tags RFID, desde a chegada das mercadorias nos centros de distribuição e nas lojas, o que resulta em inventários ágeis e menos perdas. Rastreio de flores – A Cooperflora, cooperativa de floricultores de Holambra (SP), adotou, em 2011, o sistema de radiofrequência. Alexandre Gedanken, diretor de operações, conta que além de economizar com caixas que eram jogadas fora depois de chegarem aos 600 pontos de venda, os 54 produtores cooperados agora podem rastrear os 130 mil cestos de flores que saem dos sítios porque eles são dotados de chips RFID. "Os cestos são lidos por um portal em que é embutida a tecnologia, e temos mais controle para que eles retornem aos produtores e não se percam.
 
Integramos a produção ao cliente, e isso também nos ajuda a preparar inventários de forma ágil", diz Gedanken. O investimento em etiquetas, antenas, software e cestos foi de cerca de R$ 1 milhão.

Veículo: Diário do Comércio - SP


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