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12/03/2013

Preços baixos incentivam as compras pela internet

Pesquisa da PwC detalha os hábitos dos e-consumidores em 11 países


O que leva os brasileiros a fazerem compras pela internet? Para 75% dos e-consumidores, a busca por melhores preços é o principal motivo, seguido pela facilidade em comparar preços e ofertas (59%) e comodidade de receber o produto em casa (46%).

Os resultados fazem parte da edição 2013 de uma pesquisa sobre os hábitos de compras dos e-consumidores, realizada pela PwC. Foram 11 mil consumidores entrevistados em 11 países. Os dados mundiais revelam que a maioria (83%) faz mais de uma compra online por ano e apenas 17% não compram dessa forma porque preferem ir pessoalmente às lojas.

No Brasil, cerca de um terço das pessoas compram mensalmente pela internet e 23% não adquirem produtos pela web ou o fazem muito raramente. “Os consumidores ainda estão aprendendo que ambiente online é possibilidade real de fazer compras e negócios e, dependendo da categoria de produtos, o uso é mais intensivo ou menos”, observa o sênior manager da PwC Brasil e especialista em varejo, Jorge Inafuco.

Dentro desse processo de amadurecimento, mesmo aquelas pessoas que estão acostumadas a adquirir produtos pela internet começam a descobrir novos pontos de interesse. É o caso do segmento de vestuário. “A web era um canal pouco relevante para a venda de roupas no Brasil, mas nos últimos 12 meses virou um fenômeno. As empresas estão se organizando e despertando o interesse dos consumidores para essas ofertas”, comenta.

Em relação às categorias de produtos, o estudo da PwC evidencia que o perfil de compra varia. Assim, ao comprar eletrônicos, computadores, eletrodomésticos, brinquedos e produtos de beleza, os usuários fazem as pesquisas de preços e modelos pela web, mas preferem efetuar a compra na loja física.

Já quando a intenção é adquirir livros, música e vídeo, tanto a pesquisa quanto a compra são feitas online e a entrega do produto é em casa. O computador pessoal é o principal meio escolhido para o e-commerce. Dos usuários entrevistados na pesquisa, mais de 70% afirmam não fazer transações por meio de smartphones, tablets ou sites de mídia social.

Uma das surpresas diz respeito às mídias sociais. Em alguns dos países pesquisados, uma significativa parcela dos consumidores virtuais é usuário de mídias sociais. Mas essas ferramentas não são os principais direcionadores de tráfego para as lojas online. A China é o único país que vai na contramão desta tendência: 56% dos consumidores virtuais chineses já fizeram compras por meio de uma plataforma de mídias sociais enquanto a média global é de 24%.

Inafuco comenta ainda que, tanto o varejo baseado exclusivamente em lojas físicas quanto nas compras virtuais, já percebeu que os consumidores comportam-se cada vez mais como compradores multicanais. Por isso, assim como as lojas físicas rapidamente se lançaram no e-commerce, o varejo online está trilhando o caminho inverso para oferecer a experiência “in loco” aos seus consumidores. “Isso é muito importante, porque hoje em dia as empresas não sabem mais por qual desses canais o consumidor vai querer pesquisar, comprar e dar os seus feedbacks. Então, é preciso estar presente em todos”, diz.

 

Veículo: Jornal do Comércio - RS

 

 

 



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