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04/12/2012

Pagamento móvel chega ao microempresário brasileiro


A inserção do pequeno e médio varejista às novas tecnologias, em especial às de pagamento móvel, ou mobile payment, é a aposta da Payleven no País. Empresa subsidiada pelo gigante Grupo Rocket Internet - que já lançou no mercado de varejo eletrônico operações como: Dafiti, Zalando, Groupon, e Mobly, entre outros - acaba de receber um aporte de R$ 25 milhões para nos próximos anos triplicar a sua operação e consolidar no Brasil, com um sistema que já colhe frutos na Europa.

Segundo Renann Fortes, diretor da Payleven, ao contrário dos grandes players que proveem o sistema de pagamento por cartão de crédito e débito, como a Cielo e a Redecard, o nicho de atuação da empresa é estar onde essas grandes marcas não veem potencial de negócios. "Não viemos para disputar o mercado, e sim atender a uma parcela esquecida por essas grandes empresas", disse ele, em entrevista ao DCI.

A intenção é conquistar, ao menos, 500 mil comerciantes em todo o território brasileiro, até o final de 2013. "Queremos atender aos varejistas que não conseguem pagar as taxas mensais cobradas por outros provedores de pagamento", explicou ele.

O chamariz para conseguir atingir essa meta agressiva é uma taxa de adesão (única) no valor de R$ 99, com taxas de transação de 4,99% para negócios à vista; 5,39% para parcelamento em até seis vezes e 5,79% de sete a 12 parcelas; além da solicitação dos equipamentos feito pela Internet. "Não temos consultores que vão atrás desses comerciantes, a nossa maior forma de divulgação, além de marketing publicitário e campanhas on-line, é o boca a boca de quem já possui o sistema", explicou Adriana Barbosa, CEO da empresa no Brasil. Ao que completou: "Não criamos a demanda, a procura tem vindo dos empresários que atuam no comércio".

Em operação efetiva desde setembro deste ano, atualmente a Payleven tem cerca de 1.000 micro empresários e profissionais autônomos - em São Paulo, Fortaleza (CE), Salvador (BA), e em outros grandes centros - a utilizar seu sistema, que consiste em um aparelho de celular (smartphone com sistema operacional Android, a partir da versão 2.1, e no iPhone, iPad ou iPod Touch), e um aparelho leitor de cartão e um aplicativo que pode ser baixado na App Store, ou no Google Play.

Entre esses clientes, há cases interessantes como um profissional autônomo que concerta pequenos aviões. Segundo os executivos da companhia, o micro empresário transformou a paixão pelo aeromodelismo em uma forma de ganhar dinheiro. "Ele arruma os equipamentos, vende peças e aceita cartão de crédito como forma de pagamento", disse Fortes.

Além desse profissional liberal, o sistema da Payleven já ajudou empreendedora Rosângela Freire Monte Santo, que confecciona bolsas e acessórios, a dobrar as vendas em pouco tempo de uso. Além do segmento varejista, o setor de serviços também é beneficiado. É o caso do Metropole Spa, que utiliza o sistema da Payleven.Até o momento, o sistema atende apenas a função crédito das operadoras de cartão: American Express, Diners Club, Elo, Mastercard e Visa; mas segundo os executivos da Payleven já existem certas investidas nos bancos brasileiros para incluir o pagamento via débito bancário. "Estamos conversando com os bancos para, mais para frente, agregarmos a função débito ao nosso sistema", disse Adriana.

Renann Fortes, quando questionado sobre a possibilidade de também atender ao grande varejo, disse apenas que tem um contrato prestes a ser fechado com uma grande rede - sem mencionar qual. Falta apenas concretizar a efetividade do sistema, mas que seu nicho de atuação sempre será o pequeno empresário sem máquinas de cartão em seus pontos de vendas, ou que trabalhe com vendas porta a porta. "Não queremos bater de frente com as máquinas de cartão, e sim dar mais uma opção ao consumidor na hora de pagar as suas contas. Caso o máquina de cartão apresente algum problema, o varejista com acesso a wi-fi pode fazer a transação sem transtorno utilizando o nosso sistema", disse.

Além disso, os executivos afirmaram estarem em negociação com operadoras de celular para conseguir baratear o custo dos smartphones, para, assim, conseguirem atrair um número maior de varejistas. "Mais para frente temos a intenção de oferecer um pacote completo, com celular com acesso a Internet, o aplicativo e a máquina leitora de cartão", enfatizou o diretor da Payleven.

No País, mesmo sendo algo tímido, já conquistou grandes redes. Em julho deste ano, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) afirmou ao DCI que estava estudando o modelo em conjunto com a Financeira Itaú (FIC) para implantar o pagamento móvel em sua bandeira Pão de Açúcar. A intenção do grupo era testar o modelo e aceitação público para, depois, disponibilizar a tecnologia nas operações Extra Hiper, Extra Super e Minimercado Extra.

 

Veículo: DCI



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