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14/11/2012

IKEA testa estratégia mais agressiva para internet

A sueca Ikea vai fazer uma nova investida nas vendas pela internet, com ampliação do mix de produtos e um serviço de distribuição mais barato. Com isso, a maior varejista mundial de móveis pretende rebater as críticas de estar perdendo a oportunidade de aproveitar uma grande fonte de vendas.

A companhia esforça-se para encontrar uma forma de entregar produtos sem grandes custos, para não afetar sua imagem de chique e acessível.

"Vamos continuar desenvolvendo nossa oferta on-line nos próximos anos [...] Haverá bem mais produtos", afirmou o executivo-chefe da Ikea, Mikael Ohlsson.

A varejista oferece um número limitado de produtos pela internet em 10 dos 40 países em que opera, mas Ohlsson disse que até o fim da década a maioria dos mercados terá comércio eletrônico. Ele também sinalizou que está perto de desenvolver um sistema de distribuição mais em barato.

"O desafio para nós é que queremos ter uma solução logística acessível. Poderíamos atrelar o comércio eletrônico à distribuição nas lojas - está em desenvolvimento. Ainda achamos que há alguns passos a dar antes de lançar isso em todo o mundo", afirmou.

A Ikea teve sucesso nos países em que vende pela internet. Em 2011, elevou em 25% as vendas no Reino Unido após ampliar o mix de produtos em mais de 30%, para 6 mil itens, como parte dos testes de uma estratégia on-line mais agressiva.

O diretor de pesquisa da consultoria Planet Retail, Matthew Stych, disse que a Ikea está perdendo oportunidades de vendas. "Realmente acho que é um erro e algo que eles precisam começar a pensar a respeito", diz. Ele observou que a cultura da empresa pode estar refreando as ações on-line. A Ikea gosta de ressaltar "a experiência" de comprar em suas lojas, que pode envolver não só olhar os móveis, mas também comer em seus restaurantes, deixar as crianças na sala de brinquedos e passear pelos labirintos de seus andares.

"Houve uma relutância generalizada em investir no comércio eletrônico. Todo seu modelo foi construído em torno a levar as pessoas às lojas e de percorrer toda a pista", afirmou Sytch. "Isso é muito difícil de replicar na internet." A Ikea consegue muitas vendas por impulso, especialmente de itens menores, como de decoração ou utensílios de cozinha.



Veículo: Valor Econômico



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