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18/09/2012

Comércio global só crescerá com a tecnologia

A necessidade de rapidez e informações mais concretas sobre o comportamento do consumidor tem feito com que os players do setor varejista se rendam cada vez mais às diversificadas tecnologias. O investimento em soluções diferenciadas e capazes de tornar interativo o ponto de venda das redes é a tendência das operações mundiais neste mercado, com lojas mais automatizadas e vendedores munidos de equipamentos capazes de impulsionar as compras. A ideia é apontar outros produtos que vão de acordo com o gosto do consumidor cada vez mais voraz por agilidade.


Tudo isso faz com que as empresas vislumbrem o uso de tecnologias para conseguir trazer a tão necessária experiência de compra positiva aos clientes. Um exemplo de tecnologia que invade o ponto de venda vem da maior rede varejista do País, o Grupo Pão de Açúcar (GPA). Ele já tem em andamento a solução tecnológica que permitirá ao consumidor pagar as compras pelo celular, o chamado mobile payment, além de fazer compras sem utilizar o carrinho.


Afora isso, há lojas em que o consumidor é orientado a seguir com uma espécie de scanner . O equipamento serve para ler as informações de cada item disponível nas gôndolas. A partir dessa experiência, o cliente pode escolher os produtos, e com o mesmo aparelho poderá pedir, ainda, que as compras sejam entregues em casa. Para tanto, basta apenas que o consumidor se dirija até o check-out ou caixa. Lá ele deve efetuar o pagamento dos produtos adquiridos e finalizar os pedidos.


A compra via celular (m-commerce) também já é uma realidade no Brasil. A rede norte-americana Walmart, por exemplo, desde fevereiro deste ano oferece o canal de vendas. O viés aumenta seus ganhos por meio on-line, ao permitir que os consumidores comprem produtos por meio de aparelhos celulares com sistema operacional IOS, do iPhone, ou do mais convencional Android.


Outro exemplo de conectividade que chama a atenção é o adotado recentemente e oferecido aos consumidores brasileiros da C&A. A varejista apostou no Facebook como forma de impulsionar as compras dentro da loja.


A rede holandesa instalou um dispositivo nos cabides de algumas peças disponíveis na loja, em que um contador aponta o número de "curtir" que a peça recebe pela rede social - uma das mais acessadas no País.


Pesquisa


O cenário de novidades no comércio global está totalmente casado aos avanços e desenvolvimentos na área de tecnologia da informação (TI) e nas telecomunicações, com a transferência de dados. Prova disso é que estudo apurado pela Motorola Solutions, braço operacional que desenvolve produtos aos players do comércio, que identificou entre 250 executivos dos Estados Unidos, em maio deste ano, como o futuro do varejo dependerá do bom atendimento e das tecnologias que surgem a cada dia.


Segundo Frank Riso, especialista global do varejo da provedora de tecnologia, em cinco anos os empresários entrevistados estimam que as lojas físicas sejam completamente integradas às virtuais. "Hoje em dia isso não acontece. Produtos vendidos pelo site por vezes são mais baratos que os da loja física", disse.


Outros dados apontados pelo especialista dão conta de que 45% das empresas de diversos segmentos do setor varejista querem, ao longo dos próximos anos, oferecer informações personalizadas sobre novos produtos. Promoções embasadas no comportamento anterior de compra também atraem. Informação esta que chegará ao consumidor por meio de smartphones.


Já 35% dos entrevistados querem reconhecer seus clientes quando estão presentes dentro de suas lojas. Outros 42% almejam, em um cenário não muito distante, poder enviar cupons promocionais aos seus consumidores, mas por meio eletrônico. 56% dos varejistas gostariam de tirar os caixas de suas operações, ao fazer do celular do cliente a nova forma de pagamento. Assim, evitariam as filas, às vezes enormes, que atrapalham e fazem com que os clientes deixem de gastar, em média, US$ 125 pela espera, ou por não achar os produtos de interesse.


Para Roberto Mielle, gerente comercial para o canal de varejo da Motorola Solutions, ao mandar cupons de desconto para o celular dos clientes é possível conseguir compreender se a promoção foi efetiva ou não, e mudar a ação. "Ele pode até modificar rapidamente o produto em promoção disponível. Tudo para atender bem seu cliente", explicou.


Outro fato importante a ser ressaltado na pesquisa, é que 51% querem, com o uso da tecnologia, melhorar o atendimento ao consumidor. Porém, apenas 22% dos 150 entrevistados da pesquisa têm a intenção de manter-se em linha com as iniciativas de seus principais concorrentes.


"Ao empregar essas tecnologias o varejista poderá ampliar sua atenção. Fazer com que o consumidor incentive seus familiares a realizem compras no mesmo local, além de tornar eficiente e rápido o atendimento ao mesmo", enfatizou Mielle.


O gerente, questionado sobre o custo que isso teria ao empresário no País, disse que é difícil apontar isso. Cada empresa utilizará o sistema que mais lhe for útil, mas o retorno do investimento é garantido. "Tem custos aos varejistas que não pagam a satisfação de seus clientes. E isso é que deve ser levado em conta pelos empresários do País", disse ele.



Informações precisas auxiliam a rentabilidade


A maioria das empresas do varejo já usa alguma tecnologia para tornar sua operação mais rentável ao longo dos anos. É o que indicam os dados apurados pela Motorola Solutions, na pesquisa "O Futuro do Varejo", feita com 150 varejistas brasileiros de supermercados, drogarias, eletroeletrônicos, lojas de departamentos e de vestuário. Para 92% dos entrevistados, rede sem fio (wi-fi) já é uma realidade.


Das varejistas participantes, 61% utilizam coletores de dados para fazer os inventários (somar estoque )das operações. 41% usam o mesmo sistema em seus centros de distribuição, outros 36% nos depósitos das lojas e 26% em rotinas diárias dentro do ponto de venda.

Na Região Norte, por exemplo, os rádios comunicadores são usados por 80% dos empresários para a comunicação interna; 40% são adeptos ao celular e 40% utilizam os recursos de comunicação do coletor de dados para trocar informações. No nordeste a situação é diferente. Dos empresários da região, 42% se comunicam por meio dos rádios; 14% pelo celular, enquanto 21% preferem o coletor.

Para Renata Ronco, diretora de Marketing da Motorola Solutions, os dados mostram que os varejistas estão mais atentos as necessidades tecnológicas para comandar as lojas.


Veículo: DCI



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