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06/09/2012

Faturamento dos sites de comércio eletrônico multiplicou-se por 45 em uma década

Faturamento dos sites de comércio eletrônico multiplicou-se por 45 em uma década. Com a chegada da Amazon.com ao Brasil, a briga no setor vai se intensificar.

 
Pesquisar, comparar, comprar. O que durante muito tempo os consumidores exercitavam de loja em loja, hoje é possível fazer na tela do computador. Trata-se de uma nova relação entre as empresas e seus clientes. Em alguns cliques, os melhores preços e produtos podem ser encontrados em páginas na internet. Por essa facilidade, o comércio eletrônico se tornou uma poderosa ferramenta de negócios para as empresas. No Brasil, o e-commerce, como é conhecido, deve movimentar algo próximo a R$ 22,5 bilhões neste ano, a maior cifra da história e um resultado 20% superior aos R$ 18,7 bilhões de 2011 – nada mau em um cenário de crescimento do PIB na casa de 2%.

Os números são ainda mais impressionantes quando comparados com os resultados de uma década atrás. Em 2001, o faturamento do e-commerce brasileiro somou apenas R$ 500 milhões – em apenas uma década as receitas se multiplicaram por 45. E o potencial de crescimento é gigantesco. “Como há, no País, 37 milhões de consumidores digitais para 70 milhões de computadores, temos condições de dobrar o tamanho desse mercado”, afirma Gerson Rolim, diretor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. O executivo prevê um salto no setor com a iminente chegada da Amazon.com, maior varejista virtual do mundo, ao Brasil. O horizonte, indiscutivelmente, é promissor para o comércio eletrônico.

Cris Rother, diretora-executiva do e-bit, uma consultoria especializada em comércio virtual, prevê um ritmo de 20% a 25% na expansão do faturamento anual do setor até 2015. “A gente cresceu de 30% a 40% nas últimas temporadas, muito acima de qualquer setor da economia”, diz Cris. Parte desse vigoroso crescimento pode ser atribuído ao surgimento de várias empresas especializadas em vendas online e ao investimento de tradicionais redes varejistas nesse nicho. No cenário nacional, a B2W, dona do Submarino.com e da Americanas.com, Magazine Luiza, Livraria Saraiva, Walmart, Carrefour, Netshoes e Nova Pontocom, responsável por todo o gerenciamento das lojas virtuais de Ponto Frio, Extra e Casas Bahia.

O Brasil possui 37 milhões de consumidores digitais e 70 milhões de computadores, o que garante a esse mercado potencial para dobrar de tamanho. Este ano, as vendas online
devem movimentar R$ 22,5 bilhões.

“A empresa alcançou ganhos importantes e sua performance, em muitos casos, superou as metas do mercado”, afirma Oderi Leite, diretor-executivo de operações da Nova Pontocom. A maior parte das operações de varejo atualmente combinam o comércio tradicional, por meio de uma loja física, com o virtual. “No início, pensava-se que as lojas virtuais engoliriam as lojas físicas”, diz Haroldo Nagushi, economista da Fundação Getulio Vargas, especialista em comércio eletrônico. “Hoje já podemos concluir que o melhor modelo é aquele que equilibra a loja física com a loja virtual.” Um dos fenômenos mais recentes do varejo online são os sites de compras coletivas, como Peixe Urbano e Groupon.

Esse mercado movimentou R$ 1,6 bilhão no Brasil, em 2011, um crescimento de 644% em relação ao ano anterior, segundo relatório do indicador InfoSaveMe em parceria com a e-bit. O resultado corresponde a 9% do faturamento total do e-commerce brasileiro no ano. Mas o crescimento dessa área perdeu o vigor inicial. Somente no primeiro semestre de 2012, o setor de compras coletivas movimentou R$ 731 milhões, uma ligeira expansão de 2% sobre o mesmo período do ano passado. “O crescimento foi mais baixo porque a base era alta”, afirma Miguel Queimado, CEO do Groupon Brasil. Aos poucos, o comércio eletrônico deixa de ser apenas lugar de gente grande, se abrindo também a pequenas e médias empresas.

Tanto é que o Sebrae e o Mercado Livre decidiram lançar uma nova ferramenta e oferecer retaguarda aos negócios menores. É o projeto 1º e-commerce, plataforma tecnológica destinada à criação simplificada e gratuita de uma loja virtual para pequenas empresas. O empresário poderá incluir seus produtos no principal site de compras do País. “As vendas pela internet abrem enormes oportunidades para as empresas menores porque dispensam grandes investimentos em abertura de filiais”, diz o presidente do Sebrae-SP, Luiz Barreto. “Nosso foco será capacitar esses empreendedores para a melhor gestão no comércio eletrônico.”

 
Veículo: Revista Isto É Dinheiro

 



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