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11/07/2012

Governo fará pacote para estimular a TI

Está em gestação no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) o Programa Estratégico de Softwares e Tecnologia de Informação (TI) que o governo federal prepara para estimular o crescimento do setor, aumentar a presença de empresas internacionais no mercado nacional e melhorar o desempenho das exportações. A meta do programa será aumentar em 50% a participação do segmento na economia até 2020, conforme antecipou o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgílio Almeida. Atualmente, a área de TI tem cerca de 4% do Produto Interno Nacional (PIB) e o governo quer que em oito anos o peso alcance a 6%.

Para atingir a meta, Almeida considera fundamental aumentar as exportações da indústria instalada no Brasil e a presença de prestadores de serviço no exterior. O setor movimenta cerca de US$ 73 bilhões por ano, mas, desse valor, apenas US$ 3,1 bilhões foram obtidos com exportações.

Para vender mais, o governo espera que empresas estrangeiras se instalem no Brasil e tragam seus centros de pesquisa e desenvolvimento, onde criam e aperfeiçoam tecnologia. Para Almeida, o Brasil pode ser atrativo neste momento de estagnação econômica na Europa, nos Estados Unidos e no Japão por causa do mercado interno e por causa das políticas de compra do Estado, que representa cerca de um terço da demanda em TI. O Programa Estratégico de Softwares e TI adotará a certificação de produtos desenvolvidos no Brasil como exigência para dar margem de preferência nas compras públicas.

Além do uso de compras públicas (já previsto em lei), certificação e mercado interno, Almeida crê que o País poderá ser atrativo ao se especializar no fornecimento de tecnologias de informática para atividades econômicas em que se destaca, como óleo e gás (exploração na camada pré-sal, especialmente), mineração e agronegócio. O secretário também acredita que o País poderá ser plataforma de produção para os mercados latino-americano e lusófono.

A iniciativa do MCTI é bem acolhida pelas empresas do setor, conforme informa Ruben Arnoldo Delgado, presidente da Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex). O governo está fazendo o seu papel , elogiou, antes de assinalar, no entanto, que o programa a ser lançado em agosto é esperado desde abril. É preciso agir mais rápido. Delgado salienta que a elaboração de política de incentivo ao setor deve ser abrangente porque já há vários segmentos especializados. Ele defende que mais empresas internacionais entrem no País, mas se preocupa com a concorrência e a disputa pelo mercado interno e pela mão de obra escassa. A carência de recursos humanos especializados é problema que preocupa tanto o governo quanto as empresas. Conforme o presidente da Softex, falta mão de obra com formação em escola técnica para trabalhar na base dos processos produtivos.

A falta desse tipo de força de trabalho faz com que programadores se empreguem como técnicos (que têm remuneração menor) e deixem descobertas as suas atividades. Delgado elogiou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) como meio para qualificar o pessoal que falta na área de TI. A Softex apresentou ontem na sede do MCTI, em Brasília, a segunda edição da pesquisa Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva, na qual estima que haja 73 mil empresas no Brasil (96% com menos de 20 empregados), com mais de 660 mil empregados, e apresentando um crescimento de 8,2% ao ano, acima, por exemplo, dos índices da indústria nacional. Fundos ajudam a alavancar empresas inovadoras e promissora

Fonte: Jornal do Comércio


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