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05/04/2012

Comparação de preços é a chave do comércio eletrônico

O número de brasileiros com acesso à Internet cresce a cada dia e, com esse avanço, aumenta também o número de consumidores que fazem compras on-line. De olho neste mercado, empresas que oferecem serviços de comparação de preços de produtos de outros sites apostam em novas plataformas, colaboradores e serviços, ampliando números do faturamento e de usuários.

A marca Zoom, lançada em novembro do ano passado, já recebe 7 milhões de visitas por mês e quer se consolidar na vice-liderança do segmento (liderado pelo siteBuscapé). Ela planeja investir R$ 30 milhões em marketing em 2012. O foco está no conteúdo como modo de criar relevância junto ao consumidor final, buscando uma comparação diferenciada de preços e produtos.

"Muitas compras são motivadas por outros fatores decisivos que não o preço. O consumidor quer mais detalhes sobre o produto e precisa de informação para entender quais características atingem suas reais necessidades", diz Francisco Donato, CEO do Zoom. Ele acredita que isto fica nítido no mercado de tecnologia, por exemplo, uma vez que conceitos como memória RAM, capacidade de processamento e outros itens básicos de configuração ainda não são completamente entendidos por todos.

A marca então busca seu diferencial oferecendo um serviço que, além de indicar o melhor preço, ajuda o cliente a saber as especificações do produto que ele deseja. "Um computador que vai ser utilizado para prática de games tem uma configuração ideal, diferente de um que será usado basicamente para acesso à Internet e aplicativos padrões", explica Donato.

Ele observa que existem basicamente dois tipos de público. De um lado, internautas que possuem grande facilidade na compra virtual, mas buscam informações mais técnicas sobre os produtos e gostam de ter alternativas de pesquisa de preços. Do outro, brasileiros que chegaram há pouco tempo ao mercado on-line e não possuem uma preferência de marca e produto, procurando sempre o menor valor.

Já o site Buscapé, veterano e líder do setor, funciona desde 1999 e atualmente conta com mais de mil colaboradores e escritórios fixos no Brasil, Colômbia, Argentina, Chile e México. Seu catálogo tem ao menos 10 milhões de produtos vendidos por 60 mil empresas e, segundo o último estudo realizado pela e-bit, empresa que monitora o mercado de e-commerce, o tíquete médio gira em torno de R$ 300,00. Os itens mais pesquisados são televisores, smartphones, laptops, eletrodomésticos e câmeras digitais.

Uma das novidades da companhia para 2012 é o programa Buscapé Protege, que dá ao internauta comprador segurança adicional para fazer suas aquisições on-line, ressarcindo o valor gasto em caso de problemas com a entrega do produto.

Lojas que desejam ter produtos oferecidos na plataforma de buscas se cadastram no site e acessam o serviço de atendimento virtual para gerenciar suas campanhas. "Como prezamos pela qualidade do que apresentamos aos usuários, as lojas são constantemente monitoradas e avaliadas para garantir que estão prestando um bom serviço", diz Rodrigo Borer, vice-presidente de Comparação de Preços do Buscapé.

Cenário atual

De acordo com o e-bit, em 2011 foram 9 milhões de novos consumidores virtuais, sendo que deste total, 61% são da classe C. Já a consultoria eMarketer, em pesquisa publicada em fevereiro, projeta que o e-commerce movimentará US$ 18,7 bilhões em 2012 no Brasil, registrando um aumento de 21,9% em relação ao ano passado.

"Acreditamos que o comércio eletrônico a partir de 2015 estabilizará sua taxa de crescimento, ainda mantendo um patamar elevado, porém equilibrado", arrisca Francisco Donato, do Zoom.

Comércio entre empresas

O comércio eletrônico corporativo é outro segmento que também encontra muito espaço para crescer atualmente. A Mercado Eletrônico, por exemplo, líder no ramo, acaba se lançar um programa para atrair novos parceiros na comercialização e implantação de seus softwares.

Em 2012, faz parte da estratégia da companhia investir em aquisições que complementem o negócio. "Projetamos crescer 30% e, além disso, faremos investimentos em tecnologia e inteligência de mercado, sempre pensando em produtos para a comunidade de empresas", diz Luiz Gastão Ribeiro Bolonhez, vice-presidente Comercial e de Marketing do Mercado Eletrônico.

Fundado em 1994, quando a Internet começava a despontar, o grupo hoje colhe os frutos dessa aposta. Em sua plataforma eletrônica de compras foram transacionados, em 2011, R$ 60 bilhões - crescimento de 10% em relação ao ano anterior. O faturamento da empresa ficou em torno de R$ 35 milhões. Entre seus clientes estão os grupos Oi, Pão de Açúcar, Souza Cruz e Amil-Medial


Veículo: DCI



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