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Dicas

26/11/2012

Sistema de voz acelera trabalho em Centro de Distribuição

Grupo Pão de Açúcar usa a tecnologia Picking By Voice para substituir  parte do processo manual de separação de itens. Com o sistema por voz, o tempo para separar os produtos caiu e a empresa conseguiu ampliar em até 40% o volume de caixas embarcadas nos caminhões. O Carrefour já opera com a separação por comando de voz desde 2005.

 

No maior centro de distribuição do Grupo Pão de Açúcar no país, na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, 1.800 pessoas trabalham em três turnos. A operação principal é a separação de até 780 mil caixas de produtos, como itens de higiene, beleza e limpeza todos os dias. Pelas 240 docas, criadas para a entrada e saída dos caminhões, passam mercadorias que abastecem 450 lojas, mais de 70% do total de 580 supermercados e hipermercados da empresa no país. Esse local acaba de passar por uma transformação.


Para tornar a operação mais ágil e organizada, o grupo decidiu implementar um sistema que separa as mercadorias pela voz, o "picking by voice". Com isso, substituiu parte do processo manual de separação dos itens, feito com planilhas e de mapas das "ruas" do centro de distribuição (CD). É o primeiro projeto desse tipo da empresa, adotado em agosto no CD de 160 mil m 2 (o tamanho do estádio do Maracanã antes da reforma). No exterior, o sistema é usado pela maior parte das varejistas - inclusive a francesa Casino, que controla o Pão de Açúcar.

No Brasil, o Carrefour já opera com a separação por comando de voz em seu CD em Osasco (SP) desde 2005. E implantou o sistema no Rio em 2011 e em Brasília em 2012.


É uma operação que funciona porque é mais simples e econômica em relação ao formato anterior. Todas as manhãs, os operadores recebem um pequeno aparelho, de cerca de 10 centímetros de comprimento, que fica na altura da cintura do empregado, com um microfone próximo à boca. No equipamento, estão todas as informações sobre a tarefa de coleta do dia, transformadas em comando de voz. Além da máquina, os empregados também recebem papéis com números que identificam o local exato dos corredores com as caixas a serem coletadas.


Nesses corredores, ao localizar a prateleira com a mercadoria, é preciso confirmar o número do lote - aquele recebido no papel pelo operador. Esse número também está identificado na prateleira. Então, o operador repete os números para a máquina, que identifica aquele número com uma cor e uma espécie de senha. Com base nessas duas informações, a cor e a senha, o funcionário localiza a caixa correta do produto. E a máquina, então, informa a quantidade de caixas a serem selecionadas. E isso ocorre de forma sucessiva.


Esse processo, passo a passo, precisa ser feito porque há muitos corredores e caixas. São 15,5 mil itens no CD da rede. Se cada lote em cada corredor tivesse um número, por exemplo (o que seria mais rápido para achá-lo, obviamente) existiriam centenas de combinações de dezenas números, fáceis de errar. Além disso, no formato anterior, os operadores carregavam nas mãos as planilhas com as informações da coleta ao mesmo tempo em que precisavam movimentar as caixas.


Como sistema por voz, o tempo para separar os produtos caiu e a empresa conseguiu ampliar em até 40% o volume de caixas embarcadas nos caminhões. O número passou de 550 mil a 560 mil caixas diariamente para 750 mil a 780 mil. "No começo, relutamos em acreditar que haveria um grande ganho", diz Marcelo Lopes, diretor da cadeia de suprimentos do grupo e membro da diretoria executiva do GPA. "O que há é um efeito cascata. O operador faz mais separações, a produtividade por funcionário cresce, os caminhões se abastecem e chegam ao destino mais rapidamente", disse.


A empresa também obteve uma economia de papel, com menos planilhas emitidas, de cerca de 40 toneladas de papel (cerca de mil árvores) em três meses. O modelo de separação por voz deve ser espalhado para mais quatro CDs da empresa no próximo ano, num total de 18 CDs do grupo no país.


Foram investidos, em aspectos como treinamento e na compra dos 350 equipamentos de voz, cerca de R$ 6,5 milhões. A empresa espera pagar esse investimento em aproximadamente de 18 meses.


Redes que já utilizam o sistema - poucas no Brasil e muitas no exterior - o fazem, em parte, para ganhar eficiência nos momentos de maior gargalo. No fim de ano, entre o período da segunda quinzena de novembro e primeira quinzena de dezembro - quando a demanda cresce de forma mais acelerada - o CD do Pão de Açúcar passa a usar cerca de 70% das docas para a saída de produtos. Os outros 30%, para a entrada (nesse período, o CD já está estocado). O sistema por voz faz com que os produtos "passem" mais rápido pelo CD nesse período.


Veículo: Valor Econômico



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